domingo, 15 de julho de 2018

A mais bela mensagem do Evangelho no Antigo Testamento.

Irmãos e amigos,
Que a paz esteja convosco!


Eu gostaria de promover uma reflexão sobre um dos mais belíssimos textos da Palavra do Senhor, que ao meu ver, constituem um resumo da essência da mensagem do Evangelho. Para tal, meditaremos no capítulo 61 do livro do profeta Isaías


Introdução.

Isaías, filho de Amoz, cujo nome significa "O Senhor é a Salvação" profetizou sobre Israel durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (reis de Judá), um dos períodos mais cruciais da história de Judá e Israel. Ambos os reinos desfrutaram de um longo tempo de poderio e crescimento econômico. Judá manteve a conformidade à vontade de Deus durante os reinados acima mencionados, enquanto Israel sucumbiu ao culto pagão e toda a sorte de abominação.

O propósito do livro de Isaías era declarar o descontentamento de Deus e o juízo do pecado em Judá, Israel e demais nações vizinhas; ao mesmo tempo em que o profeta estabelecia um fundamento de esperança e promessa para remanescente fiel do povo de Deus. Por esta razão, o livro é empregado promessas de restauração e redenção. 

O livro pode ser dividido em três grandes partes: A profecia de denúncia e o convite ao arrependimento, os procedimentos de Deus para com Ezequias e as profecias de consolo e de paz (onde neste texto, focaremos na última). 

O profeta e o seu ofício.

Isaías é considerado como "profeta messiânico", pois ele profetizou sistematicamente tanto a primeira quanto a segunda vinda de Jesus Cristo. O período profético de Isaías não acabará até que o Filho de Davi reine. Por este motivo, nenhum outro livro do Antigo Testamento (com exceção se salmos) fala mais abertamente e de forma abrangente à igreja contemporânea do que Isaías. 

A Salvação é proclamada.

Em Isaías 61.1-2 está escrito "O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; (...)".

Neste belíssimo capítulo, podemos analisar o ministério do ungido de Deus, como alguém que cura e traz a mensagem de liberdade e consolo. Este texto expressa claramente aquilo que o ministério de Deus significa para os povos da terra. 

A expressão "ungiu", palavra traduzida do grego mashach, que quer dizer: "consagrar algo ou alguém, derramar óleo". Esta expressão pode ser encontrada por cerca de 70 vezes e normalmente estava relacionada a sacerdotes, reis e utensílios do tabernáculo. A mais importante palavra derivada de mashach é mashiyach, que pode ser traduzida por Messias. Como Jesus era o Ungido prometido, o seu título veio a ser "Jesus, o Messias". Messias foi traduzido para o grego como Christos, e daí veio a sua designação "Jesus Cristo". 

Isaías aponta para a vinda de Jesus, aquele por quem por meio de sua obra expiatória traria a liberdade aos cativos e a abertura das prisões aos presos. 

No versículo 3, Isaías continuou: "a ordenar acerca dos que estão tristes em Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado".

A raiz hebraica para veste é 'atah', que literalmente pode ser traduzida por "cobrir" ou "revestir". Ou seja, o louvor não deve ser apenas uma peça de ornamento jogada superficialmente sobre os ombros. Essa mensagem, em especial, é uma instrução e uma esperança para aqueles que se sentem oprimidos com temor e dúvidas. É como se Deus estivesse dizendo a estes: "Vista-se com isso!". Tipifica um casaco quente, confortável, que nos protege. O simbolismo aqui usado descreve a alegria festiva como parte do Reino do Messias. A Presença da Salvação é capaz de substituir um espírito angustiado por veste de louvor. 

O profeta continua, dizendo: "E edificarão os lugares antigamente assolados, e restaurarão os de antes destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração. E haverá estrangeiros que apascentarão os vossos rebanhos, e estranhos serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros. Mas vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis das riquezas das nações e na sua glória vos gloriareis. Por vossa dupla vergonha e afronta, exultarão pela sua parte; pelo que, na sua terra, possuirão o dobro e terão perpétua alegria". (Isaías 61.4-7).

Sabe o que eu acho de mais impressionante neste trecho? Deus promete que as nações honrariam e serviriam aos propósitos de Deus e também que o povo de Deus sempre proveria sacerdotes para todas as nações. Isaías profetiza exatamente o que Pedro viria a dizer quase setecentos anos depois em sua primeira carta: 

"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia". (1 Pedro 2.9-10).

Hoje, consideramos que a Igreja é o "Novo Israel". Esta citação deixa claro que o apóstolo Pedro encarava as profecias do Antigo Testamento sobre a nação de Israel como realizada na Igreja, o novo Israel espiritual. 

Jesus, o ungido de Deus, o Cristo, o Messias, cumpriu com excelência e exatidão o papel de libertador, de apregoador de boas-novas, de salvador da humanidade. Por esta razão, Isaías termina o capítulo com as seguintes Palavras:

"Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu com vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça , como um noivo que se adorna com atavios e como a noiva que se enfeita com as suas jóias". (Isaías 61.10).


 Considerações finais.

Isaías foi perfeitamente inspirado também ao compor o capítulo 61 de seu livro: um resumo perfeito da obra que Jesus Cristo viria a oferecer em favor da humanidade. 

O ungido, o escolhido de Deus, que se ofereceu e se entregou para uma morte vicária a fim de oferecer à humanidade a propiciação pelos pecados e a justificação. 

Os frutos desta obra são concluídos no último versículo: "Porque, como a terra produz seus frutos, e como o jardim faz nascer sua semente, assim o Senhor Jeová fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações". (Isaías 61.11).

Neste sentido, são anunciados os benefícios pessoais do ministério do ungido, onde justiça tem o mesmo sentido de liberdade.

O meu desejo é que esta Palavra desperte em todos os leitores o arrependimento e a fé necessária para que a verdadeira conversão possa levá-los até Cristo, possibilitando receber pela fé a justificação como resultado desta obra gloriosa. 

Abraços fraternais,

Prof. Fábio Luiz. 

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