domingo, 27 de agosto de 2017

Deus não trabalha aonde há contaminação.

Queridos irmãos e amigos,
Que a paz esteja convosco!

O Senhor tem uma Palavra muito bonita e muito simples para tratar em nosso coração neste domingo. Em Lucas 3.1-2 está escrito: "No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região de Itureia e de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene, sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio a Palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto". 
O maior acidente nuclear da história aconteceu há 31 anos, na usina de Chernobyl construída na cidade de Pripyat na Ucrânia. Até hoje, não se pode dimensionar os danos causados por esta tragédia, a explosão de um dos reatores durante um teste. Na época, a Ucrânia fazia parte da União Soviética. Para você ter uma ideia do nível da tragédia, estações de monitoramento na Suécia e na Finlândia captaram níveis anormais de radioativade no ar, e emitiram um alerta mundial. Sinais de radiação foram detectados há 1200 km de distância na circunferência do epicentro da explosão. 

Hoje, Pripyat se tornou uma cidade fantasma. Ainda há uma zona de exclusão e isolamento ao redor da antiga usina de Chernobyl. Alguns ainda insistem em viver na cidade, mesmo com os alertas de existência de radiação. A radiação ainda permanece no local, trinta anos depois da tragédia. 

Assim é Satanás, seu mundo e suas obras. O Espírito Santo me lembrou deste exemplo para reforçar o quanto é perigoso viver em meio à contaminação e à destruição. Muitos fazem como o pequeno remanescente de Chernobyl... Insistem em viver em meio ao perigo. 

A Palavra de hoje é um alerta a todo o Corpo de Cristo, sobretudo à liderança. Que tipo de alianças temos feito em nossa vida e em nosso Ministério? Quais são as pessoas que colocamos dentro de nosso barco? Quais os tipos de práticas estamos trazendo para dentro de nossos templos?

O que se percebe, hoje, é um "vale-tudo" por "ganhar almas". Eu gosto desta expressão (risos) "ganhar almas", é o que eu mais tenho ouvido ultimamente... Como se isso estivesse em nossas mãos e em nosso alcance. Algumas igrejas recorrem às mais abomináveis práticas com o pretexto de "ganhar almas". Mas na verdade, o que se objetiva por trás disto, não é "ganhar almas" e sim lotar igrejas. 

Lamentavelmente, o que eu mais tenho notado são algumas igrejas lotadas e pessoas vazias. Sem nenhuma estrutura espiritual, sem nenhuma firmeza na Palavra para lidar com as situações do dia-a-dia, porque não são discipuladas. O que vemos dentro de certas denominações é o famoso "oba-oba". A palavra "gospel" nunca esteve tão banalizada quanto ultimamente: "Balada Gospel", "Festa Junina Gospel", "Acampamento Gospel", "Pique-nique Gospel", "Futebol Gospel" e por ai vai. As igrejas que aderem à práticas semelhantes, normalmente estão lotadas de jovens. Mas que estrutura espiritual, na maioria dos casos, estes jovens recebe? Quase nenhuma. 

Não sei se você reparou, até mesmo cantores de música secular hoje gravam "músicas gospel", músicas que tem muito de si e nada de adoração a Deus. O ministério, hoje, se profissionalizou. Aqueles que estão encima do altar pregando, louvando, ensinando; não o faz porque foram chamados pelo Senhor ao Sacerdócio. O faz porque tem talento e tem técnica. Quase não se vê dentro das igrejas culto de oração e Escola Bíblica. 

Alguns desses líderes fazem de tudo para prender as pessoas à eles. Aí vem as aberrações que costumamos ver: a água ungida, o sabonete ungido, a flor ungida, o bombom ungido para arrumar marido, e por aí vai...

Estamos tolerando e cozinhando dentro de nossas igrejas, dentro de nosso ministério, dentro de nossas vidas, pessoas vazias e contaminadas, sem que haja esforço para mudar isso. Vemos pessoas cometendo atos bárbaros e mundanos, pensando em atos bárbaros e mundanos, falando atos bárbaros e mundanos; e continuam encima dos púlpitos como se nada tivesse acontecendo. Não são tratadas espiritualmente, emocionalmente; não são forjadas no caráter e na ética para o exercício de um trabalho eclesiástico. 

A contaminação é como uma radiação, que se não for cessada a tempo e dissipada, ela se espalhará e causará um estrago de enormes proporções.

Mais do que talento, mais do que técnica, vale uma vida com Deus. Vale um caráter verdadeiramente transformado. Vale uma vida de fé e oração. Vale uma vida de temor e obediência à Palavra de Deus. 

Deus não precisa de Louvorzão para atrair pessoas a Ele! Deus não precisa de Funk Gospel para atrair pessoas a Ele! Deus não precisa de uma rádio pirata, clandestina, para anunciar Sua Palavra! Deus não precisa de pessoas contaminadas pregando o Evangelho e louvando! Deus não precisa de alianças com pessoas sujas, desonestas e corruptas para a manutenção da Palavra! Ele não precisa... 

No texto que abrimos esta mensagem, vemos muitas autoridades políticas: Herodes, Pilatos, Filipi, Lisânias. Vemos autoridades religiosas como Anás e Caifás (trabalhavam sob a ordem e jurisdição de Pilatos). Mas Deus não usou nenhum deles. A Bíblia diz que a Palavra do Senhor veio por João Batista, NO DESERTO. Deus não trabalha aonde há contaminação. 

Nós não precisamos criar subterfúgios para servir a Deus. Não precisamos de megalomania, construir grandes templos, fazer grandes eventos, grandes shows. Precisamos ser simples como João Batista, limpos como João Batista, puros como João Batista. 

Deus poderia ter usado aquelas autoridades. Homens ricos, com recursos para financiar grandes eventos para anunciar a chegada de Cristo; mas Deus escolheu a forma mais simples, mais pura, mais sincera de fazer isso: usando João, no deserto. 

Deus não precisa de subterfúgios!

Deus não precisa de artefatos!

O Show tem que acabar!

Reflita nesta Palavra!

Abraços fraternais,
Prof. Fábio Luiz.

Deus acredita no seu chamado, e você?

E José disse: — Cheguem mais perto de mim, por favor. Eles chegaram, e ele continuou: — Eu sou o seu irmão José, aquele que vocês v...