domingo, 30 de julho de 2017

A quem você escolhe hoje?

Irmãos e amigos,
Que a paz esteja convosco!

Eu gostaria de refletir com a amada Igreja, sobre um texto da Palavra do Senhor que se encontra em Lucas 23.17-18: "Ele era obrigado a soltar-lhes um preso durante a festa. A uma só voz eles gritaram: Acaba com ele! Solte-nos Barrabás!".


Um dos momentos mais marcantes da trajetória de Jesus rumo à crucificação foi o seu julgamento por Pôncio Pilatos. O governador romano não encontrou acusação em Jesus por duas vezes: antes e depois de enviá-lo à Herodes Antipas, Tetrarca da Galileia. 

Os judeus tinham a tradição de libertar um prisioneiro em época de Páscoa, mostrando clemência e misericórdia. Pilatos sabia que não havia acusação e culpa na pessoa de Jesus, por esta razão, ele intentou em seu coração apenas punir a Cristo e depois libertá-lo, conforme a tradição. Entretanto, a multidão gritava em coro pedindo a condenação de Cristo. 

No Evangelho segundo Mateus 27.17 podemos ver Pilatos insistente, perguntando à multidão: "Qual destes vocês querem que solte: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?". Os chefes religiosos conversaram a multidão a gritar pela absolvição de Barrabás e pela execução de Jesus. 

Não há, nas Sagradas Escrituras, muitas informações sobre Barrabás, e tampouco sobre a sua trajetória na Judeia. Nos Evangelhos, é identificado como assassino, salteador e rebelde. Historiadores acreditam que ele fazia parte de um grupo político chamado de zelote, que se insurgia contra o governo romano por meio de ataques à centúrias. 

Barrabás certamente foi preso após o ataque que resultou na morte de um soldado romano em Cafarnaum. O Evangelista Marcos relata esse episódio em Marcos 15.7.

Sobre quem recaia maior culpa no momento do juízo? Barrabás? ou Cristo? Não é possível comparar à obra que Jesus produziu em três anos de Ministério, salvando, curando, libertando, perdoando, amando; com a obra maldita produzida por Barrabás. E Pilatos sabia disso! Sabia, mas cedeu à pressão da multidão, libertando Barrabás e condenando Cristo. 

Sobre quem recairá a maior culpa do sangue inocente derramado naquele dia? De Pilatos? A multidão? Ou os líderes religiosos?

Pilatos não desejou em seu coração condenar Jesus. Ele sabia da inocência do Filho do Homem naquele momento. Mas, cedeu à pressão dos líderes religiosos e da multidão! Pecou por omissão! É tão culpado do sangue de Jesus quanto a multidão e os líderes religiosos. 

Mas a Revelação desta Palavra de hoje não está na atitude de Pilatos, mas sim na atitude de multidão e dos líderes religiosos! Eles conheciam Jesus, conheciam a obra de Jesus, conheciam o Ministério de Jesus. Mas eles rejeitaram a salvação. Rejeitaram o amor de Deus derramado por meio de Jesus.  

Jesus representava o amor, a salvação, a cura, a libertação, a vida abundante, o Reino de Deus, a verdadeira alegria, paz e comunhão. Já Barrabás, representava tudo o que há de mais nojento, abominável e detestável dentro de uma sociedade: a sujeira, a imoralidade, o homicídio, o crime, a rebelião, o roubo. Jesus representava as obras do Espírito de Deus enquanto Barrabás representava as obras da carne e do diabo. 

Entretanto, a multidão e os líderes religiosos rejeitaram tudo o que Jesus representava e podia lhes oferecer, e aceitaram toda a corrupção e violência representava através de Barrabás. Percebam que aquela multidão e líderes eram judeus (ou seja, os crentes daquela época). 

Quase dois mil anos se passaram após este episódio. Barrabás, hoje, é tipificado na pessoa de Satanás: enganador, ladrão, salteador, rebelde e violento. Satanás tem dado continuidade à sua obra, que não é influenciar o mundo (que diga-se de passagem, jaz nele), mas sim produzir cristãos de péssima qualidade dentro das igrejas. Cristãos mornos, cristãos carnais, cristãos religiosos, cristãos que não querem um compromisso com a Palavra de Deus, cristãos que não querem viver a transformação do Evangelho, cristãos que preferem fechar os olhos para as verdades espirituais, cristãos que continuam praticando as obras da carne, cristãos que matam com suas palavras, cristãos que se rebelam contra seus líderes, cristãos que saqueiam a alegria e a paz dos outros. Se é que as pessoas nas condições acima ainda podem ser chamadas de cristãs. 

Quase dois mil anos se passaram e Jesus ainda tem uma vida de abundância, de Graça, de Glória, de Transformação e de Salvação para oferecer. Mas, assim como no dia do Julgamento perante Pilatos os "seus" o rejeitaram escolhendo Barrabás; hoje também o rejeitam escolhendo as obras da carne e das trevas.

É tempo de reflexão! Estamos dentro das igrejas, mas quem temos escolhido? Barrabás ou Cristo? 

É tempo de voltar atrás! É tempo de fazer como o GPS, quando erramos o caminho: Recalcular a rota! É tempo de fazer escolhas! 

Reflita!

Que Deus te abençoe!

Abraços fraternais, 
Prof. Fábio Luiz. 



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