sexta-feira, 19 de junho de 2015

Vencendo a frieza espiritual

Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens o nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma o restante, que estavas para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus. Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não vigiares, virei como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei”. Apocalipse 3.1-3



Irmãos e amigos,
Que a Paz esteja convosco!

Cada vez em que leio este texto, me recordo de uma brincadeira muito animada que fazíamos quando éramos criança, a brincadeira do “Vivo ou Morto”. A brincadeira consistia em corresponder aos comandos Vivo e Morto acionados pelo orador com os movimentos de levantar e abaixar, respectivamente. Até aí parece ser muito fácil! O problema acontecia quando o orador dizia o comando com rapidez e não sabíamos se era para abaixar ou levantar, invertíamos a ordem e nos atrapalhávamos todos. Era altas risadas depois da brincadeira.

Falar de uma vida espiritual não é brincadeira. Falar de morte espiritual não é piada! Existe uma linha de estudos do Apocalipse que defende a visão de que cada uma das sete igrejas reveladas a João corresponde a uma fase da história da Igreja.

Sardes, fisicamente falando, era uma pequena vila que no passado abrigou a capital do Reino da Lídia, mas na época de João estava sobre o domínio do Império Romano. Era uma cidade extremamente vantajosa e fértil para a agricultura, devido a sua localização estratégica, a cidade recebia um grande destaque militar.

Apesar de Sardes ser uma cidade extremamente rica e próspera, a igreja de Sardes era uma igreja morta espiritualmente. Era uma igreja ativa, de movimento, uma igreja de sucesso e reputação... Uma igreja que ostentava um bem-estar superficial, uma igreja que estava “viva”, porém, aparentemente. Sardes era uma igreja que vivia de exterior. É possível que esta Igreja tenha impressionado pela suntuosidade, pela beleza, pela adoração, mas o verdadeiro poder e retidão no Espírito não havia nos corações. Era uma igreja que vivia de aparências, mas apenas poucos realmente permaneceram fieis ao Evangelho.

Exatamente como acontece nos dias atuais. De tal sorte as igrejas estão insufladas de pessoas que vivem de aparência! Muitas pessoas vivem uma vida dupla, dentro da igreja encenam uma personagem totalmente diferente do que elas vivem em suas vidas diárias. Pessoas que estão encima do altar, pregando, cantando, evangelizando, apresentando belos corais, belos musicais, belos espetáculos musicais; mas, vazias de Deus, vazias do amor, vazias de Presença do Espírito. Como eu conversava certo dia com uma amiga, existem igrejas muito cheias de brilho, de luzes, de espetáculos; mas muito vazias de oração, de Palavra, de comunhão.

Que tipo de Evangelho estamos vivendo? Um Evangelho de aparências? Muitas pessoas estão dentro de suas igrejas com aparecia de vivos, cobertos de sua própria glória, sua vaidade, sua arrogância, seus espetáculos proporcionados... Mas por dentro, nunca sequer conheceram a Deus! Jacó era um enganador, mas quando conheceu a Deus no vale de Betel, na mesma hora teve a sua vida transformada pelo poder do Espírito.

Muitas pessoas estão nas igrejas servindo, pregando, cantando, evangelizando; aparentemente vivas; mas, por dentro, estão destruídas por decepções, tristezas e frustrações. Pessoas que estão sorrindo por fora, mas por dentro cheias de mágoas, de ódio, de desejo de vingança. Pessoas que por fora sorriem, mas por dentro se destroem em lágrimas... Elas não conseguem acreditar em outras pessoas, não conseguem acreditar em si mesmas, não conseguem ter fé, não conseguem enxergar nada além da tristeza e da decepção, mas por fora estão sorrindo! Eu já fui assim também, em um passado muito próximo.

São a esses dois grupos de pessoas que eu quero me dirigir nesta sexta-feira, e se você não está incluso nestes grupos certamente conhece pessoas nestas situações, compartilhe esta mensagem! Eu não estou aqui para te julgar e nem para te condenar. Eu estou aqui para dizer que Deus, o Senhor dos Senhores, o Soberano, possui planos maravilhosos para a sua vida, mas estes planos somente poderão se concretizar se houver de sua parte, um desejo muito intenso de vivê-los associados a uma entrega total e sem reservas.  

É necessário, você que se encontra nestas condições, enxergar e perceber que a vida de aparências que você está vivendo não corresponde à totalidade da magnitude do poder de Deus para a sua vida. O Senhor tem promessas para nós e para que estas promessas se cumpram em nossas vidas precisamos ir para além das aparências: “Ao que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjosApocalipse 3.5

O Senhor tem alguns ensinamentos muito simples para nós, que nos trarão a base espiritual para vencermos a frieza e a morte espiritual:

1. “Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido”. A nossa mente precisa estar sempre voltada para as coisas de Deus. A melhor maneira de vencer a frieza espiritual é nos lembrarmos sempre da Palavra de Deus que temos recebido. O Senhor nos ensina a meditarmos em Sua Palavra de dia e de noite. Portanto, se você deseja vencer a frieza espiritual, lembre-se da Palavra. Traga ela sempre fresca a sua mente, medite nela, reflita sobre tudo o que o Senhor te diz.

2. “e guarda-o”. A Palavra do Senhor deve estar sempre guardada em nosso coração para ser praticada. A melhor forme de vencer a frieza espiritual é praticar toda a Palavra que você tem recebido, de forma a fazê-la real em sua vida, chamando à existência as coisas que não existem.

3.  “arrepende-te”. O arrependimento é a chave que move o coração de Deus. O Senhor não rejeita um coração contrito.

Pratique estes ensinamentos, vença a frieza espiritual e viva todas as promessas do Senhor para a sua vida.

Que Deus te abençoe.


Testemunho