sexta-feira, 1 de maio de 2015

Restaurando um ministério ferido

Amados irmãos, 
Que a Paz esteja convosco.

Escolhi dar início ao trabalho da nossa Clínica de Alma com este tema, pois é algo que eu vivi há alguns anos e hoje eu compreendo a importância de um ministério sarado. Se o seu ministério estiver bem, tudo na sua vida por consequência irá bem, mas se o seu ministério estiver ferido, a sua alma também estará.

1 Reis 19.13 e 14 diz: "E ao ouvi-la, Elias cobriu o rosto com, a capa, e saindo, pôs-se à entrada da caverna. E eis que lhe veio uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias? Respondeu ele: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada; e eu, somente eu, fiquei, e buscam a minha vida para me tirarem". 

Esta passagem é conhecida e importante para nos mostrar as limitações humanas que passou este grande homem de Deus, Elias. O profeta estava desanimado espiritualmente e ministerialmente. Ele já havia trabalhado muito para Deus, mas algumas coisas que foram acontecendo durante o seu ministério, o conduziram para o desgaste, de modo que ele perdeu o entusiasmo e a alegria no serviço do Senhor. Ele ficou deprimido e correu para o deserto ao sul de Berseba, e ali, caiu desfalecido sob um zimbro, e em profundo desânimo pediu para a si a morte.

Elias é o retrato de muitos irmãos, líderes cristãos, pastores, que também perderam o entusiasmo de trabalhar para o Senhor. Existem dentro das igrejas, hoje, muitos líderes que trabalharam muito e foram muito ativos, mas estão machucados pelas decepções e hoje se tornaram meros expectadores; existem também cristãos que ainda estão trabalhando mas já estão dispostos a parar a qualquer momento. A grande pergunta é: O que podemos aprender com o desânimo ministerial de Elias? Quais os princípios que podemos ter em mente para restaurar os ministérios feridos dentro das igrejas?

Primeiramente precisamos compreender que o serviço ministerial é sempre um grande desafio, e este grande desafio é sempre realizado por gente pequena. Elias realizou grandes milagres no meio do povo... ressuscitou o filho da viúva de Sarepta, profetizou durante um período de grande seca, enfrentou profetas de Baal. Mas Elias não era um super-homem, era um ser humano como nós, cheio de falhas e limitações. Deus usa pessoas simples que sabe que é pequena e incapaz de por si própria realizar grandes desafios na Obra. Quando estamos nestas condições, reconhecemos que sem o Senhor não somos nada. 

O segundo princípio que o Espírito de Deus quer nos ensinar hoje é que precisamos aprender a administrar o sucesso de um trabalho com o fracasso de outro. Se quisermos restaurar o nosso ministério que foi ferido, precisamos entender que erros fazem parte da caminhada. Elias até ali estava tendo sucesso, mas o que Elias não esperava era a revolta de Jezabel contra ele. A rainha ostentava a morte do profeta e Elias atônito, caiu no desânimo e medo, decepção e fuga era o que ele experimentava depois de realizar tantos milagres. Através desta experiência compreendemos que o trabalhador cristão não vai acertar sempre. Por esta razão precisamos aprender a administrar  o sucesso de um determinado projeto, sem descartar a possibilidade de que talvez, o fracasso de um outro projeto possa estar às portas. Não tenha medo de errar, pois através dos erros você irá aprender e tirar proveitos. 

O terceiro princípio eu aprendi com meu pai na fé, o Pr. Marlon Goes, desde o começo da minha caminhada: O ministério cristão não é medido pelos resultados, mas pela fidelidade a Deus. É desanimador não vermos os resultados de nosso trabalho, não é mesmo? Trabalhamos, oramos, planejamos, mas nem sempre conseguimos os resultados esperados. Para restaurar um ministério ferido, precisamos ter em mente que não podemos avaliar o quanto nosso trabalho está sendo ou não abençoado pelos resultados, mas pela nossa fidelidade a Deus. O propósito de Deus é que preguemos a mensagem correta! Se olharmos, por exemplo, para o ministério de Jeremias, vamos vê-lo chorando muito porque o povo não estava atendendo aos seus apelos. João Batista chegou a duvidar daquilo que veio realizar, a ponto de mandar seus discípulos perguntarem a Jesus se Ele era mesmo o Messias.

O último princípio que o Senhor nos ensina através da vida de Elias é que não devemos desanimar ao encontrar oposição no ministério. Em 1 Coríntios 16.9, o próprio apóstolo Paulo, homem de Deus, estava relatando sobre seus projetos ministeriais em Éfeso quando afirmou que haviam muitos opositores a obra naquela cidade. A presença de oposição não significa que se desviou da vontade de Deus. Neemias decidiu reconstruir os muros que estavam em ruínas e a oposição crescia à medida em que a obra avançava (Ver: Neemias, Capítulos 1 a 4). Para ver nosso ministério ferido ser restaurado, precisamos saber enfrentar as críticas, as oposições e as opiniões contrárias. Um líder maduro emocionalmente enfrenta as críticas com naturalidade, aprendendo que com cada uma delas pode-se crescer. 

Meus irmãos. eu quero que você compreenda que Elias tinha razão para ficar desanimado com seu ministério, e as razões dele podem ser as nossas também. No monte Horebe, na presença de Deus, Elias recomeçou o seu ministério com um novo vislumbre do Senhor, um reconhecimento e que Deus ainda estava do seu lado. Hoje, anos depois, eu também vejo meu ministério restaurado, sou muito feliz, honrado e reconhecido naquilo que faço, amadureci muito com as perdas... E o mais importante, aprendi a olhar para Deus e não para as pessoas. Assim como Deus fez comigo, com Elias, Deus quer restaurar o seu ministério ferido e cansado. Caminhe para a oração e deixe que a Voz do Senhor te envolva. Saia da caverna e desenterre os seus talentos. Em nome de Jesus!

Se você conhece outras pessoas que estão nesta situação, #COMPARTILHE esta mensagem. Não se esqueça de utilizar nossa área de COMENTÁRIOS abaixo e relate seus testemunhos, suas experiências e seus pedidos de oração. 

Não desista

Elisama Figueiredo